Ânimos a flor da pele, unhas ruídas, corações a mil, olheiras enormes resultantes da noite mal dormida, aliás, da noite não dormida.
Alguns rezam, alguns não sabem rezar e se silenciam aos outros.
Em uma sala o temor toma conta, em outra, a calma, no fim todos aqui estão pelo mesmo motivo.
Chega a hora, ela entra. Vem toda de branco coberta por uma capa preta.
Alguns se apresentam a ela pela primeira vez, outros já perderam a conta de quantas vezes já a viram, só nunca conseguiram vencê-la.
É agora, não tem para onde correr, ou você se garante ou dá a vaga a outro.
No primeiro dia você se apresenta a ela e num segundo novamente vem confirmar a presença.
A apresentação foi feita, resta-te esperar ansiosamente pelo chamado dela.
Passasse um mês e nada, outro logo vem e você ainda na ânsia.
É o dia, você vai pro canto da casa e ouve ao rádio. Seu nome surpreendentemente é pronunciado e você não sabe o que fazer: rir ou chorar? Sua casa enche de pessoas: amigos, vizinhos, conhecidos, parentes, gente que você nunca viu, mas vale. Todos o parabenizam, é um momento único em sua vida.
Ao anoitecer novamente vê casa cheia. Dessa vez os desconhecidos são mais ainda, és o centro das atenções.
Amanhece o dia você sai de casa e sente a cabeça esquentar, passa a mão no cabelo e os mesmos já não os têm.
Vais ao espelho e vês tal imagem feia, porém compensatória e tens a certeza de que não era um sonho era realidade e você finalmente....
Passou no vestibular.
Parabéns e boa sorte!
Por: Bruno Oliveira
Letras Português - UFPI

